Pessoas com doenças reumáticas autoimunes geralmente não podem doar sangue, mas a restrição costuma estar mais relacionada à segurança do receptor e aos medicamentos utilizados do que à doença em si.
Os principais motivos são:
- Uso de medicamentos imunossupressores
- Muitos pacientes utilizam metotrexato, azatioprina, micofenolato, ciclofosfamida, leflunomida, biológicos e outros imunossupressores.
- Pequenas quantidades desses medicamentos podem estar presentes no sangue doado, podendo representar risco para determinados receptores.
- Possibilidade de anemia ou alterações hematológicas
- Algumas doenças autoimunes, como lúpus e artrite reumatoide, podem causar anemia, leucopenia ou trombocitopenia, tornando a doação inadequada para o próprio doador.
- Proteção do doador
- A retirada de sangue pode não ser recomendada em pessoas com doença ativa, fadiga importante ou comprometimento clínico, para evitar piora dos sintomas.
- Critérios dos hemocentros
- No Brasil, os serviços de hemoterapia costumam avaliar individualmente cada caso. Algumas doenças autoimunes podem constituir contraindicação definitiva, enquanto outras permitem doação se a doença estiver estável e sem uso de determinados medicamentos.
Exemplos:
– Lúpus eritematoso sistêmico: geralmente contraindicação para doação.
– Artrite reumatoide: depende da atividade da doença e dos medicamentos utilizados.
– Espondiloartrites e artrite psoriásica: avaliação individual, especialmente quanto ao tratamento em uso.
– Fibromialgia: não é doença autoimune; a doação pode ser permitida se os demais critérios forem atendidos.
É importante esclarecer que não há evidência de transmissão da doença autoimune pelo sangue doado. A restrição existe principalmente por questões de segurança transfusional e proteção do próprio doador.



